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  • 09.03.2010 | MERCADO

    Expansão pode vir também por meio de aquisições

    A indústria farmacêutica mundial
    vive um contínuo processo
    de consolidação e empresas
    brasileiras também são alvos do
    interesse de multinacionais. No
    ano passado, a francesa Sanofi
    Aventis adquiriu o laboratório
    de genéricos brasileiro Medley.
    Recentemente, Tadeu Alves,
    presidente da americana MSD
    no Brasil, afirmou que busca
    realizar aquisições no país.
    Ogari Pacheco, presidente da
    Cristália, relata que tem sido
    procurado por grupos concorrentes.
    ?A Cristália é uma empresa
    cobiçada, todo mundo
    olha, todomundo quer, mas não
    vai ser fácil levar?,diz.
    O empresário relata, porém,
    que está muito mais na posição
    de comprador do que na de vendedor.
    ?Não vamos comprar por
    comprar. Buscamos quemtenha
    linhas de produtos complementares
    às nossas, que fortaleça
    nossa posição principalmente
    junto ao público hospitalar?.
    Pacheco detém 48,75% das
    ações da Cristália. A família Stevanatto,
    também fundadora, outros
    48,75%.Acompanhia, relata
    Pacheco, está capitalizada e é capaz
    de realizar os investimentos
    necessários para sua expansão.
    Segundo o empresário, a empresa
    também está sendo preparada
    para abrir o capital em bolsa.
    ?Fazer um IPO não está em nossos
    planos no momento, mas será
    nosso caminho se precisarmos de
    mais recursos?, afirma.
    Fusão, não
    Até hoje, a Cristália não recorreu
    aos cofres doBNDES para realizar
    investimentos, mas é uma hipótese
    em estudo. Sobre o plano
    manifestado pelo governo de
    criar um grande laboratório de
    capital nacional, com a união de
    algumas das principais indústrias
    do setor, Ogari Pacheco não demonstra
    amenor animação. ?São
    poucas as oportunidades de sinergias
    entre as farmacêuticas
    brasileiras, os portfólios se sobrepõem.
    Fusão faz sentido quando
    ummais um somamais que dois.
    Namaioria dos casos, não dá nem
    dois?, diz o empresário.

    Fonte: Brasil Econômico

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